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Eleições 2026 na Lapa: o teste de força entre prefeito e vice que pode definir a sucessão de 2028

Prefeito Diego Ribas e vice Fenelon Bueno apoiam candidatos diferentes na disputa pelo Governo e ao Senado, transformando a eleição de outubro em um teste de força para a sucessão municipal de 2028

Da redação
Publicado em 25 de setembro de 2026, 18h51
Eleições 2026 na Lapa: o teste de força entre prefeito e vice que pode definir a sucessão de 2028.

Na Lapa, a corrida ao Governo do Estado e ao Congresso Nacional se assemelha a uma queda de braço entre o prefeito e o seu vice. Embora componham a mesma gestão municipal, os dois travam uma disputa silenciosa — mas intensa — para ver quem transfere mais votos para seus respectivos aliados. O resultado que sair das urnas promete redefinir o futuro político da cidade.

Enquanto a maioria dos municípios paranaenses vive o tradicional embate entre situação e oposição, a “Legendária Lapa” apresenta um enredo diferente. Prefeito e vice-prefeito escolheram caminhos opostos nestas eleições e agora disputam palmo a palmo, voto a voto o eleitorado lapeano.

Os dois lados da disputa

De um lado, o prefeito Diego Ribas (PSD) mantém a fidelidade partidária e retribui o apoio recebido do Governo do Estado ao longo dos últimos anos. Ribas veste a camisa da sigla 55 e apoia a chapa com Sandro Alex ao Governo, além dos nomes para o Senado, Alexandre Curi (Republicanos) e Cristina Graelm (PSD), juntamente com a bancada de deputados do seu partido (Beto Preto e Hussein Bakri).

Do outro lado, o vice-prefeito Fenelon Bueno (PL) assumiu a liderança da sigla na cidade e abraçou a coordenação da campanha de Sergio Moro (PL) ao Governo do Estado. Fenelon também puxou para si a responsabilidade de alavancar as candidaturas de Felipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (NOVO) ao Senado. Apoiador da família Litro, ele tem se posicionado como a principal voz da direita e do agronegócio na região — uma estratégia clara de olho em 2028, visando consolidar seu nome como o candidato do “22” à prefeitura.

Por que os resultados de agora impactam 2028?

A contagem dos votos em 4 de outubro terá um peso que vai além de eleger deputados, senadores e o próprio governador: medirá a musculatura política das lideranças locais.

  • A estratégia de Diego Ribas: No encerramento de seus 8 anos de gestão, o atual prefeito quer demonstrar força para emplacar seu sucessor. Nos bastidores, é sabido que Fenelon não é sua prioridade para a vaga. Ribas prefere um nome do PSD ou de sua estrita confiança, como Marco Bortoleto ou o jovem Luiz Cordeiro.
  • A aposta de Fenelon Bueno: Ex-vereador por diversos mandatos e atual vice-prefeito, Fenelon quer provar nas urnas que tem peso eleitoral próprio e que é o nome natural para a sucessão. Ele está convicto de que 2028 será o seu momento, que vai ser o nome da Direita na Lapa. E caso Sergio Moro ganhe a disputa eleitoral ao Governo, o apoio do Estado a cidade passará pela liderança de Fenelon Bueno. Fato que hoje ocorre através do Prefeito Diego.

O apoio futuro de Diego ao vice Prefeito Fenelon em 2028 ainda não está descartado. No entanto, se o grupo não chegar a um consenso, um rompimento definitivo é inevitável — afinal, ambos demonstraram ter musculatura e capital político suficientes para seguir seus caminhos e objetivos de forma independente.

O resultado que sairá das urnas em outubro não apenas definirá o futuro do Paraná, mas escreverá o primeiro capítulo da história política que a Lapa viverá em 2028.

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