Após urnas de 2026, Fenelon sai fortalecido na Lapa e amplia vantagem para a sucessão de 2028
Vice-prefeito apostou na chapa vitoriosa de Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Felipe Barros, além de deputados estaduais e federais eleitos, consolidando seu capital político na cidade.
Com o fim das eleições para Governador, Senadores e Deputados no Paraná, a poeira começa a baixar, mas os impactos do pleito prometem ecoar até 2028 nas cidades. Na Lapa, o cenário político ganhou novos contornos com a grande votação da bancada de direita — especialmente do PL —, a expressiva votação dos senadores Deltan Dallagnol (NOVO) e Felipe Barros (PL), e a vitória de Sergio Moro para o Governo do Estado já no primeiro turno.
O vice-prefeito Fenelon Bueno abriu portas para essas candidaturas no município quando o cenário ainda era incerto. Ele vestiu a camisa da direita, assumiu o alinhamento com o agronegócio e liderou a articulação dessas campanhas na Lapa. Sergio Moro inclusive, escolheu a cidade para gravar seu primeiro vídeo oficial de campanha, valorizando a história e batalhas da população lapeana.
O resultado do último domingo, 4 de outubro, confirmou o sucesso da escolha. A vitória nas urnas fortaleceu o nome de Fenelon perante o novo centro do poder estadual, gerando forte reconhecimento e gratidão da cúpula vitoriosa à liderança local.
O que muda na prática para o município?
O prefeito Diego Ribas (PSD), que está na reta final de seus 8 anos de gestão, sempre manteve um canal direto e bem alinhado com o atual governador Ratinho Júnior. Com a transição do Governo do Estado para Sergio Moro, a dinâmica política muda: Diego passará a depender da ponte política e do trânsito de seu vice-prefeito, Fenelon, para garantir a continuidade de recursos e projetos na Lapa.
Essa nova realidade impõe um dilema à sucessão municipal:
- Revisão de planos: Diego Ribas planejava emplacar um sucessor direto de seu grupo ou do PSD, mas os ventos de 2026 podem forçá-lo a recalcular a rota para encerrar seu mandato com estabilidade e entregas.
- Medição de forças: Caso prefira manter um candidato próprio sem o vice, o atual prefeito precisará medir forças com um Fenelon substancialmente mais forte e respaldado pelo Palácio Iguaçu e pelo Congresso.
Paz ou confronto?
Embora Diego Ribas continue sendo uma liderança de peso com capacidade de articulação, a grande questão no horizonte da Lapa é: o confronto valerá a pena ou as duas lideranças buscarão uma composição unida e pacífica até 2028?
Seja qual for a escolha dos grupos políticos, o resultado de outubro deixou claro que o mapa político da Lapa já começou a ser redesenhado.