Eleições de 2026 começam a redesenhar os grupos políticos de Mandirituba
A eleição de 2026 começa a movimentar os bastidores da política de Mandirituba e a redesenhar alianças que podem influenciar a disputa municipal de 2028. Aliados do prefeito Felipe Machado aparecem divididos entre diferentes candidatos, enquanto Danilo Palú e Luis Antonio Biscaia, que estiveram no mesmo grupo em 2024, agora fazem escolhas distintas para deputado estadual e federal.
A eleição para deputado estadual e federal deste ano começa a produzir efeitos que vão muito além das urnas de outubro. Em Mandirituba, os apoios que estão sendo construídos e reafirmados nos bastidores ajudam a revelar uma nova configuração da política local e podem influenciar diretamente as alianças para a eleição municipal de 2028.
O cenário é especialmente interessante porque os principais grupos que hoje se movimentam na cidade têm uma história recente em comum. A eleição de 2024 colocou frente a frente duas forças que já vinham se articulando há anos, mas também deixou alianças e compromissos que agora começam a ser testados.
De um lado está o grupo do atual prefeito Felipe Machado. Do outro, o grupo liderado pelo ex-prefeito Luis Antonio Biscaia, que em 2024 apresentou Danilo Palú como seu candidato à sucessão.
E é justamente aí que começa a história.
Felipe Machado e a parceria com os Wandscheer
O apoio da família Wandscheer a Felipe Machado não é uma novidade desta eleição.
A relação política foi construída ainda durante a campanha municipal de 2024, quando Alisson e Toninho Wandscheer estiveram fortemente envolvidos na campanha que levou Machado à Prefeitura de Mandirituba.
O apoio teve peso político e eleitoral e acabou estabelecendo um compromisso que permanece na atual administração.
Para a eleição deste ano, Machado trabalha com Alisson Wandscheer como seu candidato a deputado estadual e Toninho Wandscheer para deputado federal.
A dobradinha, portanto, é consequência de uma aliança construída na eleição municipal e que permanece durante o atual mandato.
Nem todos os aliados de Felipe seguem a mesma direção
Se a relação com os Wandscheer é consolidada, o mesmo não pode ser dito sobre o apoio de todo o grupo político que ajudou a eleger Felipe Machado.
Thiago Bührer também esteve ao lado de Machado na eleição para prefeito de 2024 e participou da construção política que levou o atual prefeito à vitória.
Agora, porém, Bührer aparece como candidato a deputado estadual apoiado por parte dos vereadores da base e por integrantes do grupo político ligado à administração municipal.
Para deputado federal, essa parcela da base trabalha pelo nome de Newton Bonin.
É aí que aparece uma situação curiosa da eleição de 2026: o prefeito tem uma aliança bastante clara com os Wandscheer, mas sua própria base política não está completamente unificada em torno dos mesmos candidatos.
Na prática, a disputa por votos para deputado estadual coloca aliados de ontem em campos diferentes.
E o resultado dessa divisão poderá ser um dos principais termômetros da força de cada liderança dentro do grupo governista.
Do lado de Danilo e Biscaia como fica?
A história do outro lado do tabuleiro é diferente.
Danilo Palú e Luis Antonio Biscaia não chegaram à eleição municipal de 2024 como grupos distintos. Eles eram parte do mesmo grupo político.
Depois de dois mandatos à frente da Prefeitura, Biscaia escolheu Danilo Palú como seu candidato à sucessão.
Palú, portanto, não chegou à eleição de 2024 com uma estrutura política própria consolidada. Ele herdou o grupo político construído por Luis Antonio ao longo dos anos e foi apresentado como o nome responsável por dar continuidade ao projeto.
Naquele momento, a disputa era claramente entre o grupo de Biscaia, representado por Danilo Palú, e o grupo de Felipe Machado.
Machado venceu a eleição com 67,33% dos votos válidos, enquanto Danilo terminou com 32,67%.
Quase dois anos depois, entretanto, a configuração começa a mudar.
Danilo e Biscaia fazem escolhas diferentes em 2026
Para a eleição de 2026, Danilo Palú aparece alinhado ao deputado estadual Mauro Moraes e ao deputado federal Felipe Francischini.
Mauro Moraes tem demonstrado publicamente a proximidade com Palú, inclusive em encontros políticos recentes.
A escolha mostra que Danilo segue ativo politicamente e tenta manter sua presença no cenário municipal mesmo depois da derrota de 2024.
Já Luis Antonio Biscaia passou a construir outros apoios para a eleição deste ano, entre eles nomes diferentes daqueles escolhidos por Danilo Palú.
Para deputado estadual, Biscaia apoia Bihl Zanetti. Para deputado federal, o apoio é a Luciano Ducci.
A composição evidencia uma mudança importante em relação à eleição municipal de 2024. Naquele pleito, Biscaia e Danilo estavam no mesmo palanque e formavam um único grupo político, com Palú escolhido como candidato à sucessão.
Agora, os dois mantêm projetos políticos próprios para a eleição estadual. Enquanto Danilo Palú trabalha por Mauro Moraes para deputado estadual e Felipe Francischini para deputado federal, Luis Antonio Biscaia está ao lado de Bihl Zanetti e Luciano Ducci.
A divisão dos apoios não significa necessariamente um rompimento político definitivo, mas mostra que o grupo que chegou unido à eleição municipal começa a apresentar diferentes caminhos na disputa estadual.
Quem terá mais força nas urnas?
É essa talvez a principal pergunta que a eleição de outubro deixará para a política de Mandirituba.
O grupo de Felipe Machado terá candidatos apoiados diretamente pelo prefeito, que é a família Wandscheer, mas também veremos parte de sua própria base trabalhando por Thiago Bührer e Newton Bonin.
Do outro lado, Danilo Palú tenta preservar seu espaço político com Mauro Moraes e Felipe Francischini, enquanto Luis Antonio Biscaia aposta em Bihl Zanetti e Luciano Ducci.
Mais do que a eleição de deputados, os números de Mandirituba poderão revelar quem possui maior capacidade de mobilização política na cidade.
Quantos votos Alisson Wandscheer terá? Quanto Toninho conseguirá? Bührer e Bonin terão desempenho expressivo mesmo sem o apoio unificado da base? E, do outro lado, Palú conseguirá manter a força eleitoral que herdou do grupo de Biscaia?
Essas respostas interessam não apenas aos candidatos de 2026.
Elas também começam a desenhar o mapa da próxima eleição municipal.
2028 já começa a aparecer no horizonte
Ainda é cedo para falar em candidaturas para prefeito ou vereador em 2028. Mas seria difícil ignorar que as movimentações atuais têm relação com a disputa pelo poder municipal.
Em Mandirituba, os grupos políticos estão testando alianças, medindo força e identificando quem consegue mobilizar eleitores.
A eleição deste ano pode funcionar como uma prévia informal desse cenário.
O grupo de Felipe Machado busca consolidar a aliança com os Wandscheer, enquanto enfrenta uma divisão interna provocada por diferentes apoios.
Do outro lado, o antigo grupo de Luis Antonio Biscaia, que em 2024 esteve unido em torno de Danilo Palú, começa a apresentar caminhos diferentes.
A pergunta que fica é simples: depois das urnas de 2026, quem estará mais forte para começar a construir a eleição de 2028?
Em política, dois anos podem parecer muito tempo.
Mas em Mandirituba, a disputa já começou a dar sinais.
Como estão os apoios em Mandirituba
- Felipe Machado: Alisson Wandscheer (estadual) + Toninho Wandscheer (federal)
- Parte da base de Felipe: Thiago Bührer (estadual) + Newton Bonin (federal)
- Danilo Palú: Mauro Moraes (estadual) + Felipe Francischini (federal)
- Luis Antonio Biscaia: Bihl Zanetti (estadual) + Luciano Ducci (federal)