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Eleições de 2026 começam a redesenhar os grupos políticos de Mandirituba

A eleição de 2026 começa a movimentar os bastidores da política de Mandirituba e a redesenhar alianças que podem influenciar a disputa municipal de 2028. Aliados do prefeito Felipe Machado aparecem divididos entre diferentes candidatos, enquanto Danilo Palú e Luis Antonio Biscaia, que estiveram no mesmo grupo em 2024, agora fazem escolhas distintas para deputado estadual e federal.

Da redação
Publicado em 14 de setembro de 2026, 18h10 · Atualizado às 15h39
Eleições de 2026 começam a redesenhar os grupos políticos de Mandirituba

A eleição para deputado estadual e federal deste ano começa a produzir efeitos que vão muito além das urnas de outubro. Em Mandirituba, os apoios que estão sendo construídos e reafirmados nos bastidores ajudam a revelar uma nova configuração da política local e podem influenciar diretamente as alianças para a eleição municipal de 2028.

O cenário é especialmente interessante porque os principais grupos que hoje se movimentam na cidade têm uma história recente em comum. A eleição de 2024 colocou frente a frente duas forças que já vinham se articulando há anos, mas também deixou alianças e compromissos que agora começam a ser testados.

De um lado está o grupo do atual prefeito Felipe Machado. Do outro, o grupo liderado pelo ex-prefeito Luis Antonio Biscaia, que em 2024 apresentou Danilo Palú como seu candidato à sucessão.

E é justamente aí que começa a história.

Felipe Machado e a parceria com os Wandscheer

O apoio da família Wandscheer a Felipe Machado não é uma novidade desta eleição.

A relação política foi construída ainda durante a campanha municipal de 2024, quando Alisson e Toninho Wandscheer estiveram fortemente envolvidos na campanha que levou Machado à Prefeitura de Mandirituba.

O apoio teve peso político e eleitoral e acabou estabelecendo um compromisso que permanece na atual administração.

Para a eleição deste ano, Machado trabalha com Alisson Wandscheer como seu candidato a deputado estadual e Toninho Wandscheer para deputado federal.

A dobradinha, portanto, é consequência de uma aliança construída na eleição municipal e que permanece durante o atual mandato.

Nem todos os aliados de Felipe seguem a mesma direção

Se a relação com os Wandscheer é consolidada, o mesmo não pode ser dito sobre o apoio de todo o grupo político que ajudou a eleger Felipe Machado.

Thiago Bührer também esteve ao lado de Machado na eleição para prefeito de 2024 e participou da construção política que levou o atual prefeito à vitória.

Agora, porém, Bührer aparece como candidato a deputado estadual apoiado por parte dos vereadores da base e por integrantes do grupo político ligado à administração municipal.

Para deputado federal, essa parcela da base trabalha pelo nome de Newton Bonin.

É aí que aparece uma situação curiosa da eleição de 2026: o prefeito tem uma aliança bastante clara com os Wandscheer, mas sua própria base política não está completamente unificada em torno dos mesmos candidatos.

Na prática, a disputa por votos para deputado estadual coloca aliados de ontem em campos diferentes.

E o resultado dessa divisão poderá ser um dos principais termômetros da força de cada liderança dentro do grupo governista.

Do lado de Danilo e Biscaia como fica?

A história do outro lado do tabuleiro é diferente.

Danilo Palú e Luis Antonio Biscaia não chegaram à eleição municipal de 2024 como grupos distintos. Eles eram parte do mesmo grupo político.

Depois de dois mandatos à frente da Prefeitura, Biscaia escolheu Danilo Palú como seu candidato à sucessão.

Palú, portanto, não chegou à eleição de 2024 com uma estrutura política própria consolidada. Ele herdou o grupo político construído por Luis Antonio ao longo dos anos e foi apresentado como o nome responsável por dar continuidade ao projeto.

Naquele momento, a disputa era claramente entre o grupo de Biscaia, representado por Danilo Palú, e o grupo de Felipe Machado.

Machado venceu a eleição com 67,33% dos votos válidos, enquanto Danilo terminou com 32,67%.

Quase dois anos depois, entretanto, a configuração começa a mudar.

Danilo e Biscaia fazem escolhas diferentes em 2026

Para a eleição de 2026, Danilo Palú aparece alinhado ao deputado estadual Mauro Moraes e ao deputado federal Felipe Francischini.

Mauro Moraes tem demonstrado publicamente a proximidade com Palú, inclusive em encontros políticos recentes.

A escolha mostra que Danilo segue ativo politicamente e tenta manter sua presença no cenário municipal mesmo depois da derrota de 2024.

Já Luis Antonio Biscaia passou a construir outros apoios para a eleição deste ano, entre eles nomes diferentes daqueles escolhidos por Danilo Palú.

Para deputado estadual, Biscaia apoia Bihl Zanetti. Para deputado federal, o apoio é a Luciano Ducci.

A composição evidencia uma mudança importante em relação à eleição municipal de 2024. Naquele pleito, Biscaia e Danilo estavam no mesmo palanque e formavam um único grupo político, com Palú escolhido como candidato à sucessão.

Agora, os dois mantêm projetos políticos próprios para a eleição estadual. Enquanto Danilo Palú trabalha por Mauro Moraes para deputado estadual e Felipe Francischini para deputado federal, Luis Antonio Biscaia está ao lado de Bihl Zanetti e Luciano Ducci.

A divisão dos apoios não significa necessariamente um rompimento político definitivo, mas mostra que o grupo que chegou unido à eleição municipal começa a apresentar diferentes caminhos na disputa estadual.

Quem terá mais força nas urnas?

É essa talvez a principal pergunta que a eleição de outubro deixará para a política de Mandirituba.

O grupo de Felipe Machado terá candidatos apoiados diretamente pelo prefeito, que é a família Wandscheer, mas também veremos parte de sua própria base trabalhando por Thiago Bührer e Newton Bonin.

Do outro lado, Danilo Palú tenta preservar seu espaço político com Mauro Moraes e Felipe Francischini, enquanto Luis Antonio Biscaia aposta em Bihl Zanetti e Luciano Ducci.

Mais do que a eleição de deputados, os números de Mandirituba poderão revelar quem possui maior capacidade de mobilização política na cidade.

Quantos votos Alisson Wandscheer terá? Quanto Toninho conseguirá? Bührer e Bonin terão desempenho expressivo mesmo sem o apoio unificado da base? E, do outro lado, Palú conseguirá manter a força eleitoral que herdou do grupo de Biscaia?

Essas respostas interessam não apenas aos candidatos de 2026.

Elas também começam a desenhar o mapa da próxima eleição municipal.

2028 já começa a aparecer no horizonte

Ainda é cedo para falar em candidaturas para prefeito ou vereador em 2028. Mas seria difícil ignorar que as movimentações atuais têm relação com a disputa pelo poder municipal.

Em Mandirituba, os grupos políticos estão testando alianças, medindo força e identificando quem consegue mobilizar eleitores.

A eleição deste ano pode funcionar como uma prévia informal desse cenário.

O grupo de Felipe Machado busca consolidar a aliança com os Wandscheer, enquanto enfrenta uma divisão interna provocada por diferentes apoios.

Do outro lado, o antigo grupo de Luis Antonio Biscaia, que em 2024 esteve unido em torno de Danilo Palú, começa a apresentar caminhos diferentes.

A pergunta que fica é simples: depois das urnas de 2026, quem estará mais forte para começar a construir a eleição de 2028?

Em política, dois anos podem parecer muito tempo.

Mas em Mandirituba, a disputa já começou a dar sinais.

Como estão os apoios em Mandirituba

  • Felipe Machado: Alisson Wandscheer (estadual) + Toninho Wandscheer (federal)
  • Parte da base de Felipe: Thiago Bührer (estadual) + Newton Bonin (federal)
  • Danilo Palú: Mauro Moraes (estadual) + Felipe Francischini (federal)
  • Luis Antonio Biscaia: Bihl Zanetti (estadual) + Luciano Ducci (federal)

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